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Camisa para todos • 22/01/2017 - 14:51 •

Ceroula de Olinda comemora 55 anos com presença das mulheres

Este ano, a troça só tomará as ruas no próximo dia 19 de fevereiro, no bloco Virgens do Bairro Novo. Enquanto isso, a festa fechada neste domingo (22), mil pessoas

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Foto: Naiane Nascimento/LeiaJáImagens
A troça tradicionalmente masculina e que leva o nome de uma peça íntima dos homens, este ano, agrega as mulheres para brincarem o carnaval também. A cada cinco anos, elas também têm direito de participar com o uso da camisa tipo abadá, peça exclusiva para eles no bloco.
 
“As portas sempre estão abertas para as mulheres, mas a cada cinco anos, elas podem participar junto conosco como desfilante e com camisa do bloco”, explica Marcos Sales, um dos organizadores da prévia do bloco, neste domingo (22) traz como atração principal, o grupo de pagode Pixote.
 
As mulheres encararam a participação e deram seu toque feminino no cenário. De camisa customizadas e em clima de carnaval, a gerente de departamento pessoal, Alexandra Dias, conta sua empolgação já com a prévia. “Estou vindo pela primeira vez e tenho grande expectativa pela festa e pela banda. Todos falam muito bem e estamos com um grupo grande para aproveitar o bloco”. Junto a ela também estava a sua amiga Carolina Coutinho. “Espero que este ano seja bom como no ano passado. Esse ano, ainda temos as camisas, a atração é muito boa, então deve ser uma festa ótima, animada e tranquila”.
 
Com início em 1962, formada por um grupo de amigos, a Ceroula de Olinda chega em 2017 à sua 55º edição. Este ano, a troça só tomará as ruas no próximo dia 19 de fevereiro, no bloco Virgens do Bairro Novo. Enquanto isso, a festa fechada neste domingo (22), reúne cerca de mil pessoas. Segundo Marcos Sales, organizador há 20 anos, este evento está sendo pensado desde abril de 2016. 
 
De acordo com Alberto Batista, membro da diretoria da Ceroula de Olinda, por trás de tudo há 120 pessoas no trabalho para que a festa possa acontecer. Além disso, ele aponta para a participação fiel dos adeptos do bloco. “Todos os anos a quantidade de participantes é mantida. Temos 700 desfilantes no cordão e todos os anos essas pessoas estão presentes. É uma tradição que passa de geração em geração”.
 
Se o bolso dos foliões está mais vazio, este problema não impactou na troça. “A crise não nos afetou, tanto é que estamos trazendo uma atração dessa (Pixote). Nosso público é cativo”. O organizador informa terem gasto R$ 70 mil para a realização do evento.
 
Por Naiane Nascimento

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