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Maracatu • 27/02/2017 - 23:54 • Atualizado em: 28/02/2017 - 01:32

Batucadas da Noite dos Tambores Silenciosos encantam turistas

A mistura das batucadas com as alfaias e os trajes típicos das nações de Maracatu soam emocionantes e irreverentes

por Eduarda Esteves
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Que o maracatu e o afoxé são ritmos tradicionais do Carnaval pernambucano não é novidade para quem vive no estado.  Mas para quem visita a folia na capital pernambucana a mistura das batucadas com as alfaias e os trajes típicos das nações de Maracatu soam emocionantes e irreverentes.

Na noite desta segunda-feira (27), durante a realização da 57° edição da Noite dos Tambores Silenciosos do Recife, turistas do exterior e de outras regiões do Brasil acompanharam a apresentação das nações de Maracatu de baque virado. O evento acontece no Pátio do Terço, no Bairro de São José, e reúne agremiações de várias partes do estado.

Durante a celebração, a intercambista francesa Lorena Hudbert diz que é tudo muito impressionante e típico de Pernambuco. "É muita emoção estar aqui pela primeira vez. Eu acho muito lindo quando os batuqueiros fazem uma pausa e depois retomam" disse a estrangeira.

Ela conta que na França até existem alguns movimentos de batucada, mas que são trazidos de fora. "Mas não é a mesma energia dos músicos daqui e nem a mesma história", ressaltou Lorena.

Pela segunda vez na Noite dos Tambores Silenciosos, o casal francês François Starita e François Maret, que moram atualmente na Bahia, comenta a riqueza cultural do Carnaval de Pernambuco. "A gente mora na Bahia, mas lá as raízes culturais se perderam", disse Starita. O turista se alegra ao dizer que o evento é um momento de espiritualidade e misticismo. "Fui iniciado no Candomblé há dois anos e por isso fico muito interessado nesse tipo de evento", avaliou.

Fugindo do samba do Rio de Janeiro, as cariocas Rose Lira e Aline Matias também preferem os batuques do Maracatu. "No Rio não há variedade. Estamos pela segunda vez aqui porque lá as pessoas são muito preconceituosas com tudo que é de matriz africana", afirmou Aline, enquanto seus olhos não piscavam para a passagem da nação de Maracatu.

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