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Exclusividade • 28/02/2017 - 14:25 • Atualizado em: 28/02/2017 - 14:36

Comerciantes explicam cercadinhos em calçadas

Na maioria das casas se veem também camarotes improvisados com barreiras, ocupando as calçadas
 

por Renato Torres
Galeria de fotos: 
Segundo os foliões, não existe fiscalização no local. Ruas de Olinda estão tomadasSegundo os foliões, não existe fiscalização no local. Ruas de Olinda estão tomadasSegundo os foliões, não existe fiscalização no local. Ruas de Olinda estão tomadasSegundo os foliões, não existe fiscalização no local. Ruas de Olinda estão tomadasSegundo os foliões, não existe fiscalização no local. Ruas de Olinda estão tomadasSegundo os foliões, não existe fiscalização no local. Ruas de Olinda estão tomadas
Largo de Guadalupe, Olinda, Terça-feira Gorda, o sol castiga a multidão que segue o 30° encontro de Bonecos Gigantes da cidade. Enquanto os grandalhões passam desfilando, o público se espreme na rua e busca espaços na calçada. Roteiro comum, exceto por um detalhe: a calçada virou bar, restaurante ou camarote.
 
Morador da cidade desde o nascimento, Sílvio Damasceno da Silva vende bebidas e petiscos para os foliões. Com 34 anos, já ouviu reclamações sobre o cercardinho que construiu em frente à sua casa, porém afirma instalar apenas para proteger o comércio de pastéis da irmã.
 
"Faz seis anos que a gente coloca essa grade de madeira. Sempre nas passagens de blocos que tinha confusão, ia bater na porta da gente. É algo feito apenas para o Carnaval", contou o comerciante.
 
Na maioria das casas se veem também camarotes improvisados com barreiras, ocupando as calçadas. Das quatro casas que o LeiaJa.com tentou conversar, nenhuma estava com os donos presentes. Todas alugadas para turistas, que não entendiam as queixas do público nas ruas.
 
"Quando chegamos aqui, já estava instalada essa grade. As pessoas reclamam quando tomam aperto. Mas, em geral, ninguém reclama", disse um paulista que preferiu não se identificar.
 
Há até quem coloque correntes nas calçadas para garantir o espaço, mesmo com a casa fechada. Algo denunciado por outro olindense que aproveita o espaço para o comércio. José Edson Ribeiro tem 65 anos e há oito vende bebidas na frente de casa. Ele também instalou uma cerca de madeira e usa o próprio imóvel como bar e camarote.
 
"Isso não atrapalha ninguém. Só reclama quem quer incomodar. Eu coloquei aqui, mas tá tudo certo. Pago minha taxa à prefeitura para vender bebidas", afirmou.
 
Segundo José Edson, o perigo real está na casa vizinha da Rua Guadalupe. Onde o proprietário montou uma barreira de ferro. "A minha barreira dura apenas os quatro dias de Carnaval. O rapaz ali coloca de ferro, no empurra-empurra pode machucar seriamente alguém. Sem contar que é uma grade permanente. Isso sim é algo errado", reclamou.

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