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despedida • 01/03/2017 - 10:26 • Atualizado em: 01/03/2017 - 16:26

"Bacalhau do Batata é forma de não dar adeus ao Carnaval"

Criado pelo garçom Isaías Ferreira para poder brincar depois de trabalhar todos os dias de Carnaval, Bacalhau do Batata marca despedida do Carnaval de Olinda

por Naiane Nascimento
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Bacalhau do Batata arrasta milhares de foliões mais 'resistentes'Bacalhau do Batata arrasta milhares de foliões mais 'resistentes'Bacalhau do Batata arrasta milhares de foliões mais 'resistentes'Bacalhau do Batata arrasta milhares de foliões mais 'resistentes'Bacalhau do Batata arrasta milhares de foliões mais 'resistentes'Bacalhau do Batata arrasta milhares de foliões mais 'resistentes'Bacalhau do Batata arrasta milhares de foliões mais 'resistentes'Bacalhau do Batata arrasta milhares de foliões mais 'resistentes'
"Se eu não brincar no Bacalhau (do Batata), eu não brinquei o Carnaval", diz a agente de saúde Maria da Batalha. Ela vem do município de Limoeiro, Zona da Mata, para aproveitar o bloco que inicia as festividades da Quarta-feira de Cinzas em Olinda. Assim como Maria, milhares de pessoas se reúnem no Alto da Sé para o tradicional bloco, inicialmente voltado aos garçons.
 
"O bloco foi fundado por Isaías Ferreira, um garçom que, como tantos outros, trabalhava o carnaval inteiro e na Quarta de Cinzas não havia mais festas para aproveitar. Então ele resolveu criar o Bacalhau e há 55 anos o bloco toma as ruas de Olinda", explicou ao LeiaJá José Felipe, garçom há 30 anos. Caracterizado com as vestes da profissão, ele desfila pela concentração com bandeja na mão há mais de 20 anos. 
 
Mas não é só de garçons que é feito o Bacalhau do Batata. A cearense Liduina Maia vem aproveitar o carnaval de Pernambuco há nove anos e sempre prestigia o bloco. "Vim para aproveitar o último dia e prestigiar essa tradição que é o Bacalhau. Por conta dele, sempre me programo para voltar à Fortaleza somente à noite", confessa. 
 
Além da tradição para os garçons, para os foliões também não é diferente. "Há mais de dez anos eu venho para o bloco. É sempre muito seguro e é muito família. O histórico do bloco me atrai e, sem contar, que é um Carnaval feito por pessoas daqui, muitos turistas já foram embora, então é algo bem nosso", conta a enfermeira Adriana Bandeira.
 
Antonio Lucena, um dos diretores do Bacalhau do Batata, explicou que neste ano o bloco terá um percurso reduzido. São três horas a menos que nos anos anteriores. "Isto vai acontecer por conta da segurança. Temos menos policiamento neste ano, então vamos encurtar nosso trajeto. Mesmo assim, a expectativa é muito boa, de muita alegria para esse bloco que já vai às ruas há 55 anos". O bacalhau segue pela Ladeira da Sé, Bonfim, Quatro Cantos, Ribeira, Prefeitura, Pitombeira, Igreja de São Pedro e Carmo.

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