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Ocorrências • 02/03/2017 - 18:30 •

Campanhas não evitam violência e assédio durante o Carnaval

Só no Rio de Janeiro, 15.943 ligações foram feitas para o 190, sendo que 14% eram queixas de violência contra a mulher

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A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro divulgou o relatório sobre as ocorrências registradas no Carnaval deste ano. Entre as 8h de sábado (24) e as 8h da quarta-feira de cinzas, 15.943 ligações foram feitas para o 190, sendo que 14% (2.154) eram queixas de violência contra a mulher. Mesmo aquelas que estavam divulgando uma campanha de conscientização, chamada de Carnaval Sem Preconceito, relataram agressões: elas foram assediadas verbal e fisicamente, além de terem ouvido xingamentos enquanto distribuíam material.

No Recife, uma campanha da prefeitura distribuiu, pelo segundo ano consecutivo, material que alertava, mulheres e homens, sobre assédio durante as festas. A campanha utilizou linguagem jovem e gírias regionais para chamar atenção para o tema. A cartilha disponibilizada tinha o título de Pequeno Manual Prático de Como Não ser um Babaca no Carnaval.

Em Belo Horizonte, as mulheres que participam de diversos blocos utilizaram uma marchinha para chamar a atenção para a causa. A iniciativa de combater o assédio foi chamada de Tira a Mão: é Hora de Dar um Basta. Folhetos mostravam uma pesquisa da ActionAid, que mostrou que 86% das mulheres brasileiras eram submetidas a algum tipo de violência durante o Carnaval.

A PM de São Paulo não divulgou o balanço do Carnaval, mas alguns casos ganharam destaque, como o caso do homem expulso de um bloco na zona oeste, após assediar duas mulheres, e o de um rapaz de 18 anos, homossexual, morto a tiros durante uma briga generalizada na cidade de Bertioga, litoral sul de São Paulo.

 

Por Wagner Silva


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