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• 13/01/2018 - 19:48 • Atualizado em: 13/01/2018 - 19:52

Troça carnavalesca reverencia Lula e pede absolvição do petista

Às vésperas de julgamento, militantes do PT lançaram a Troça Carnavalesca Mista O Sapo Barbudo, neste sábado (13), em Olinda

por Eduarda Esteves
Chico Peixoto/LeiaJáImagensChico Peixoto/LeiaJáImagensChico Peixoto/LeiaJáImagensChico Peixoto/LeiaJáImagensChico Peixoto/LeiaJáImagensChico Peixoto/LeiaJáImagensChico Peixoto/LeiaJáImagensChico Peixoto/LeiaJáImagensChico Peixoto/LeiaJáImagensChico Peixoto/LeiaJáImagensChico Peixoto/LeiaJáImagensChico Peixoto/LeiaJáImagensChico Peixoto/LeiaJáImagensChico Peixoto/LeiaJáImagens
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Centenas de militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) marcaram presença nas ladeiras de Olinda, na tarde deste sábado (13), com a Troça Carnavalesca Mista O Sapo Barbudo, em homenagem ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A mobilização, apesar de carnavalesca, teve um tom de ato político e integra parte da agenda do partido em apoio ao petista que será julgado em segunda instância no próximo dia 24, no Tribunal Regional Federal da 4ª região, em Porto Alegre.

A concentração do evento teve início às 14h na Praça do Carmo, no Sítio Histórico, e reuniu pessoas que apoiam o partido, foliões e políticos atuantes, como o deputado federal Silvio Costa, a vereadora petista Marília Arraes e o ex-prefeito do Recife João Paulo, além do ex-deputado federal pelo PT Fernando Ferro. De acordo com a organizadora do evento, a secretária da Cultura do PT no Estado, Teresa Huang, a ideia da troça é aproveitar o Carnaval e trazer a discussão político sobre o julgamento de Lula.

“Vamos disputar essa narrativa em clima de Carnaval, uma festa de irreverência. A gente tem a expectativa de que as pessoas estão tendo uma percepção muito boa de que o ex-presidente é inocente. Vamos para as ruas reforçar a mensagem de que ele não cometeu nenhum crime e vai ser candidato pelo PT. Acredito na democracia”, afirmou Teresa Huang.

O nome “Sapo Barbudo” é uma alusão à frase de Leonel Brizola na eleição de 1989, em que Lula passou para o segundo turno e foi chamado por ele pelo termo. “E agora, mais uma vez, vão ter que engolir o sapo na próxima eleição”, pontuou Huang. Para animar a festa vermelha, uma orquestra de frevo acompanhou a troça durante o percurso. Antes, o evento ainda proporcionou uma oficina de serigrafia para as pessoas pintarem suas camisas.

Crianças, jovens e adultos participaram do evento. Máscaras de Lula, cartazes decaclarando inocência do ex-presidente e camisas personalizadas em prol da candidatura do petista foram os principais adereços do evento. Uma marchinha foi criada para embalar a orquestra. Os militantes cantavam: "queiram ou não queiram os juízes, o sapo barbudo vai estar na eleição", em referência a juiz Sérgio Moro. 

Aos 82 anos, o aposentado Domingos do Nascimento participou da mobilização desta tarde e disse acreditar na volta de Lula à presidência do Brasil. “Eu sou olindense e já amo o Carnaval. Com o país nessa situação, me sinto obrigado a apoiar essa troça. Esse Michel Temer nos deixou no pior cenário. Eu sou Lula e voto nele sempre. Acredito que nosso país ainda consiga voltar para o eixo, ele é brasileiro e não vai entregar nosso país para os estrangeiros. Eu não sei se ele vai ser absolvido porque o congresso está cheio de golpistas”, disse o militante.

O ex-prefeito do Recife João Paulo também esteve presente na Troça do Sapo Barbudo para apoiar a agenda de mobilizações do PT. “A essência da volta de Lula é a recuperação de parte das perdas do povo brasileiro. Eu estou acreditando que o processo de democratização do Brasil está amadurecendo e a política e a justiça estão criando um equilíbrio, Eu sou um dos poucos que confio na absolvição do ex-presidente”, declarou.

Em Pernambuco, os grupos, sindicatos e partidos que integram a Frente Brasil Popular (FBP-PE) vão realizar diversas atividades, desde vigília até o lançamento de troça carnavalesca, durante as próximas duas semanas para, segundo eles, defender a democracia e os direitos de Lula.

O ex-presidente foi condenado pelo juiz Sérgio Moro, em primeira instância, a cumprir 9 anos e 6 meses de prisão, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo a Lava Jato, a empreiteira teria pago R$ 3,7 milhões em propinas ao ex-presidente em troca de favorecimento em contratos com a Petrobras. Durante a fase de coleta dos depoimentos, o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro confirmou que o político seria o principal beneficiário da reforma do local. Ao depor a Moro, Lula negou todas as acusações.


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