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Ritmo • 11/02/2018 - 22:43 • Atualizado em: 11/02/2018 - 23:06

"O frevo precisa deixar de ser só um gênero Pernambucano", diz Silvério Pessoa

Em entrevista exclusiva ao LeiaJá, o artista também comentou que sente saudades do ritmo em outras épocas do ano 

por Nicole Simões
Nicole Simões/LeiaJáImagensNicole Simões/LeiaJáImagensNicole Simões/LeiaJáImagens
O polo de Carnaval da Várzea, no Recife, foi encharcado de muito frevo na noite deste domingo (11). Com atrações como Geraldo Azevedo, Silvério Pessoa e Lenine, os foliões curtem quase cinco horas de shows na praça do bairro, que estava lotada. 
 
Apesar de tanto brilho e animação, o ritmo nascido em terras pernambucanas ainda é considerado esquecido. Em entrevista exclusiva ao LeiaJá, o cantor Silvério Pessoa fez questão de lamentar a ausência do frevo em outras épocas ao longo do ano.  
 
Segundo o artista, "o frevo precisa deixar de ser considerado apenas um gênero Pernambucano e passar a ser reconhecido como gênero nacional". Silvério diz que assim como a MPB e o Forró, o frevo tem que ser ouvido nas rádios em outros meses e não só no Carnaval.  
 
"Você escuta forró de janeiro a dezembro, mas infelizmente o frevo continua sendo sazonal. Ele some depois do carnaval e isso é inquietante. Nós temos um gênero que tem intérpretes maravilhosos como Nena Queiroga e Jota Michiles, homenageados do Carnaval esse ano, " menciona Silvério Pessoa, que complementa "seria muito bom se as pessoas passassem a acreditar mais no gênero". 
 
O pedido do cantor é igual a sua canção Micróbio do Frevo, que diz "Eu só queria que um dia, o frevo chegasse a dominar em todo Brasil...". Para Silvério a esperança é de que as novas gerações continuem esse legado e sempre fazendo novos projetos. 
 
Nesta segunda-feira (12), o pernambucano se apresenta no palco principal do Marco Zero, no Recife Antigo, ao lado de alguns convidados. Confira o recado deixado pelo artista: 

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