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Nada de dormir • 13/02/2018 - 09:26 • Atualizado em: 13/02/2018 - 09:33

Em Olinda, 'A corda' desperta os foliões no último dia oficial do Carnaval

Agremiação fundada há 24 anos já é tradição na terça-feira de Carnaval

por Lorena Andrade
Rafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensO bloco foi criado há 24 anos por um grupo de amigos Rafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagens
Em Olinda, já é tradição na terça-feira de Carnaval: ninguém consegue acordar tarde no Sítio Histórico. É que o bloco “A corda” invade as casas nas ladeiras da cidade e acorda todos os foliões fazendo muito barulho. Aos gritos de “pode dormir, pode cochilar, nós não queremos seu sono atrapalhar”, o bloco sai pontualmente às 7h da Ladeira da Misericórdia para tomar as ruas da cidade patrimônio. 
 
O bloco foi criado há 24 anos por um grupo de amigos que queria aproveitar o Carnaval para protestar contra a privatização da festa, por isso o nome A corda - para simbolizar os cordões de isolamento usados em muitos blocos do país. Aos poucos, o objetivo foi mudando. “Agora a nossa ideia é fazer o favor de acordar os foliões”, conta o publicitário Augusto Quijaano, de 26 anos, que desde bem novo participa do bloco e agora faz parte da organização. “A gente quer que o bloco continue pequeno, mas que também as pessoas que sejam acordadas interajam e acompanhem o bloco pelas ruas também”, completa. 
 
Ainda de pijama, com travesseiros, lençóis, apitos, tambores e chocalhos, os integrantes da troça acordam mais cedo ainda para manter a tradição de despertar os foliões. É o caso da enfermeira Andreza Carla, que há 18 anos participa da farra matinal. Apaixonada pelo Carnaval, a enfermeira foi uma das “vítimas” do bloco em 2000.  “Me acordaram em uma casa no Amparo, desde então não deixei mais de participar. Gosto por causa da irreverência, da criatividade...adoro ver Olinda assim. E é ótimo acordar o povo, eu adoro”, contou com o apito na mão. 
 
Quem também foi acordado pelo bloco foi o corretor de seguros Rafael Fonseca, de 26 anos. “Tinha ido dormir muito tarde, mas foi ótimo ter sido acordado cedo. É bom que vou começar a aproveitar o último dia bem cedinho”, revelou. Mas e o mau humor ao ser forçado a despertar cedo? “Aqui não tem isso. Sem mau humor. Carnaval é assim mesmo, tem que entrar na onda”, afirmou Rafael, ainda sonolento. 
 
A turista paulista Camila Schiavon, de 28 anos, tomou um susto com o barulho quando o bloco entrou na casa em que ela está hospedada, na Ladeira da Misericórdia. “Me assustei, mas achei super diferente ter sido acordada por um bloco. Me senti especial, nunca tinha tido essa experiência”, contou, aos risos. A turista gostou tanto que saiu pelas ruas acompanhando a troça. “Já que acordei cedo, vou aproveitei pra cair na folia, né? Estou adorando”, disse Camila que está participando do Carnaval de Olinda pela primeira vez esse ano.

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