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Folia • 15/02/2018 - 01:10 • Atualizado em: 15/02/2018 - 01:12

Encontro de Boizinhos assume maioridade com muita festa e homenagens

Tradicional cortejo já acontece desde 2000 na rua da Boa Hora, em Olinda 

por Nicole Simões
Rafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagens

Já faz 18 anos que a rua da Boa Hora, em Olinda, abriu espaço para o tradicional Encontro de Boizinhos. Encorajados por Jobecilda Airola da Silva, mais conhecida como Dona Dá, as agremiações começaram a passar por lá por volta do ano de 2000, mas já faz muito tempo que a carnavalesca abre as portas da sua casa para entregar troféus aos blocos de rua. Ao todo, são 36 anos comemorando a folia no Carnaval de Olinda. 

Sendo sempre realizado na Quarta-feira de Cinzas, o cortejo dos bois mais uma vez trouxe a alegria para os vizinhos de Dona Dá, quee comemoraram nesta quarta-feira (14) os seus 18 anos de existência. "Eu não sei explicar a emoção que estou sentido. É lindo. É lindo. A cada boizinho que passa, a gente se entrega", se emociona a carnavalesca que fará 80 anos em 2018.  

O encontro é tão festejado que além dos vizinhos, vem gente de todo canto curtir as apresentações. "É o melhor dia do carnaval, com certeza. Para mim o mais bonito de tudo é ver que a gente pode brincar livremente e curtir cada apresentação. Sinto orgulho de onde vim e não perco um ano", diz Amanda Sena, que é pernambucana, mas mora no Rio de Janeiro. 

O organizador do Boi Marinho, que tem 18 anos de existência, o músico Helder Vasconcelos, comenta que a participação dos grupos é sempre de forma voluntaria. Para ele, não existe uma obrigação em desfilar, mas sim uma satisfação. "É muita honra e muito orgulho, porque isso é uma tradição que a gente está fazendo. Então, não temos essa pretensão de querermos inventar uma tradição, simplesmente existe uma satisfação de estarmos aqui", falou.  

Helder ainda explica que não há como deixar ninguém tomar conta do Carnaval e do Encontro de Boizinhos. "A gente que diz como quer brincar. Estamos aqui sem receber nada de ninguém, porque sentimos a alegria de enfeitar a história e é claro abrilhantar a vida de Dona Dá, nossa maior anfitriã".  

Além do Boi Marinho, também passaram pela rua da Hora o Boi Nelore, Boi Dendê, Boi Tira Teima, Boi Bicharada, entre outros. Foram cerca de 15 agremiações desfilando, comemorando a maioridade da festa e recebendo bebidas e frutas da carnavalesca.

No meio dos mais antigos, há aqueles que começaram a pouco tempo e ainda nem alcançaram a idade do Encontro de Boizinhos. Comandado pelo pequeno Rudah Brasileiro, de 4 anos, o Boi Brazinha vem da cidade de Tabajara para reverenciar Dona Dá. Com um estandarte colorido e ao som de uma orquestra mirim, o grupo conquistou o coração de quem estava por perto e mostrou a continuação de uma tradição.

"É uma festa estarmos aqui. O mais legal ainda é que vem dele essa vontade, ele sempre gostou de boi e carnaval. Tudo que eu e o pai fazemos é pensando nesse boi e se for viajar, tem que levar ele também", conta a mãe de Rudah, Ana Flávia. Para os pais, a paixão pelo filho e o desejo por desfilar em homenagem a Dona Dá é uma realização e um orgulho.  

Em maio, a família de Dona Dá quer fazer uma homenagem a carnavalesca, reunindo imagens, vídeos e novamente as alegorias para comemorar seus 80 anos, no dia 25.  

 

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