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Transversal Frevo Orquestra • 09/02/2019 - 21:48 • Atualizado em: 09/02/2019 - 21:51

César Michiles quer 'frevo como música instrumental brasileira'

Músico conta em seu currículo com os estudos no Conservatório Pernambucano

por Stefannia Cardoso
Transversal Frevo Orquestra Foto: Stefannia Cardoso/LeiaJáImagens

Com um ano de existência, a Transversal Frevo Orquestra foi responsável pela música na festa do Paço do Frevo, em comemoração ao aniversário do museu e dia do ritmo, neste sábado (9), no bairro do Recife. Idealizada e comandada por César Michiles, filho do conhecido compositor pernambucano J. Michiles, a Transversal um CD gravado.

César coloca sua expreriência musical na orquestra e promete inovar o frevo. O músico conta em seu currículo com os estudos no Conservatório Pernambucano de Música e de Nova York, além de trabalhos realizados com  Naná Vasconcelos e com o diretor musical de Geraldo Azevedo.

“Estou na música desde dos meus sete anos, foi algo bem natural, eu via e circulava com meu pai pelo Carnaval, pelos shows, eu via os músicos, os maestros, desde sempre eu tive essa influência”, conta César. “Eu sentia a necessidade de participar do Carnaval e fazer parte da festa, fazer a festa acontecer. Eu trouxe meu instrumento como protagonista da orquestra  que é flauta transversal, por isso o nome 'Orquestra Transversal'”, acrescenta. 

O músico se colocou em um desafio. “Eu quis colocar as flautas como protagonistas de uma orquestra, porque elas sempre estão abafadas, eu quis trazer uma proposta diferente, não ser uma orquestra só com trombone e trompete... Eu quero o frevo como música instrumental Bbrasileira”, explica.

A orquestra, segundo o músico, traz uma proposta diferente, uma renovação do frevo. “Queremos trazer o frevo como uma linguagem musical, porque só assim o frevo não fica  preso no Carnaval, podemos ter uma abertura com outros ritmos”.

O músico também é o diretor musical do Carnaval do Recife e revela algumas novidades para a abertura da festa neste ano. “Para a abertura do Carnaval, vamos misturar o frevo com outros ritmos, usar a diversidade. Misturar ritmos como samba, hip hop, brega... Usar o frevo como uma linguagem musical, levar o frevo como múcica brasileira”, revela César.

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