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Festa • 09/02/2019 - 12:53 • Atualizado em: 09/02/2019 - 13:31

Conheça as várias faces do aniversariante do dia, o frevo

Considerado o gênero mais original de Pernambuco, o Frevo, é celebrado em todo o Estado, neste sábado (9), por seus 112 anos de 'nascimento'

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. Foto: Chico Peixoto/LeiaJáImagens/Arquivo

Neste sábado (9), um dos gêneros mais importantes de Pernambuco, o frevo, é celebrado em todo o Estado por seus 112 anos de 'nascimento'. A data celebra a origem da palavra que dá nome ao ritmo, usada pela primeira vez em 1908, no Jornal Pequeno, do Recife.

Considerado Patrimônio Imaterial da Humanidade, o frevo é, além de música, uma dança com variados passos, gingados e improvisações oriundas da capoeira. E em mais de 100 coreografias, nos anos 1930, o frevo ganhou divisões em três vertentes o frevo de rua, o frevo de bloco e o frevo canção.

De maneira prática, o LeiaJa.com explica as diferenças para os foliões de plantão entenderem melhor a paixão dos sons emitidos pelas harmonias de instrumentos como trombones, trompetes, surdos e afins, confira.

Frevo de Rua

Considerado um frevo executado por orquestra instrumental, o frevo de rua se destaca por não possuir voz cantada nas canções, isto é, não contém letra, e foi criado apenas com o intuito de ser dançado. Conhecido popularmente nos anos 1930, o frevo de rua foi o primeiro gênero a surgir e possui suas subdivisões rítmicas:

*Frevo de Abafo- que tem predominância de notas longas tocadas pelos metais, com a finalidade de abafar o som da orquestra rival nas ruas;

*Frevo coqueiro- que consiste numa variante de notas curtas e andamento rápido, onde os metais (geralmente trompetes e trombones) são mais valorizados, porque atingem notas mais altas, definindo então o nome ‘coqueiro’;

*Frevo ventania- que consiste em uma linha melódica bem movimentada, onde as palhetas (saxofones, geralmente) tem mais destaque na execução da música;

*Frevo de salão- definido por um misto dos três outros tipos que, como o nome já diz, é próprio para o ambiente dos salões.

Frevo Canção

Surgido no século 20, o frevo canção é conhecido por suas melodias com letras e andamento mais lento que o frevo de rua. No ritmo canção, a música inicia com seção instrumental, seguida por canção e finalizada com instrumental novamente.

Entre os intérpretes e criadores pernambucanos mais conhecidos em Pernambuco, destacam-se os homenageados do Galo da Madrugada 2017, Alceu Valença e J.Michiles, bem como Capiba, Nelson Ferreira e Claudionor Germano.

Frevo de Bloco

Originado de serenatas realizadas durante o Carnaval, o frevo de bloco se destaca por ser executado por orquestra de pau e cordas, que geralmente reúne violões, cavaquinhos, banjos, bandolins, violinos e instrumentos de sopro. Este tipo de frevo é conhecido pela poesia contida nas canções e histórico da participação efetiva das mulheres. Entre os compositores mais conhecidos, destacam-se os irmãos Raul Moraes e Edgard Moraes, João Santiago, Luiz Faustino, Romero Amorim , João Araújo, Bráulio de Castro, Fátima de Castro, Cláudio Almeida , Getúlio Cavalcanti e Negresco Bonfim.

O hino do Clube Carnavalesco Vassourinhas de Olinda é considerado um dos frevos clássicos de rua. Os artistas Claudionor Germano e Edgar Morais também representam os frevos canção e de bloco, respectivamente. Confira abaixo as canções que caracterizam os diferentes tipos de frevo.

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