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Batuque • 28/02/2019 - 18:54 • Atualizado em: 28/02/2019 - 21:17

Resistência do maracatu transforma encerramento da semana pré em abertura do Carnaval

'Tumaraca' representa, para as nações de maracatu, o início da folia

por Paula Brasileiro
Chico Peioxoto/LeiaJáImagens Foto:

Durante 15 anos, o Carnaval do Recife foi aberto pelo encontro de nações de maracatu de baque virado, idealizado e conduzido pelo Mestre Naná Vasconcelos. Após sua morte, em 2017, a abertura foi transformada em encerramento da semana pré-carnavalesca, mesmo sob protestos de batuqueiros, mestres e foliões.

No entanto, a resistência e perseverança dos maracatuzeiros acabou ressignificando o momento, e fazendo valer a luta de Naná, que desde 2010 brigava para que o encontro não fosse extinto. A grandiosidade das nações e a força de seus batuques acabou transformando o encerramento em sua abertura própria.

Para Danilo Mendes, mestre da Nação Aurora Africana, esse é o momento de reverenciar o legado de Naná, além de iniciar o Carnaval das Nações: "Tiraram a gente da sexta-feira, um dia que tinha muita visibilidade, mas a gente fez a nossa abertura. O nosso Carnaval começa aqui, independente de ter mídia ou não".

Adriano Santos, mestre do Cambinda Estrela, tem a mesma opinião: "Essa é a nossa abertura, dos maracatus, do povo negro. É momento de perpetuar o legado de Naná, de união, respeito e coletividade". Hugo Leonardo, mestre do Leão da Campina, assina embaixo: "É a abertura das nações, momento de abrir o caminho das nações, todos juntos".

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