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Investigação • 08/03/2019 - 09:03 • Atualizado em: 08/03/2019 - 09:12

Polícia Civil divulga retrato falado de suspeito de dar 'agulhadas' durante o Carnaval

Quem tiver informações sobre o suspeito pode ligar para o número de plantão da polícia, que é o 31826091

por Jorge Cosme
Retrato foi feito com base no depoimento de uma vítima Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil divulgou, nesta sexta-feira (8), o retrato falado de um homem acusado de furar com agulha foliões durante o Carnaval. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), 108 pessoas procuraram o Hospital Correia Picanço, na Zona Oeste do Recife, por terem sido picadas por agulhas durante os festejos em Recife e Olinda.

Apesar do número elevado de pacientes, apenas cinco pessoas procuraram a Unidade Móvel que a Polícia Civil instalou no Hospital Correia Picanço. Dessas cinco, apenas uma foi capaz de descrever a fisionomia do suspeito. “Na noite de ontem, durante três horas, uma das vítimas auxiliou nesse trabalho da perícia iconográfica, que é o retrato falado. Ela descreve com riqueza de detalhes”, explica o chefe da Polícia Civil, Joselito Kehrle.

Quem tiver informações sobre o suspeito pode ligar para o número de plantão da polícia, que é o 31826091. Além do retrato falado, os investigadores também estão pesquisando as imagens de videomonitoramento. “Não é fácil, porque se trata de uma aglomeração. É uma multidão de pessoas, mas a gente não pode descartar nenhuma ferramenta que auxilie a investigação”, afirma Joselito. O suspeito pode ser autuado pelo crime de expor a risco a vida de outrem por transmissão de moléstia grave, com pena de reclusão em regime fechado de até quatro anos.

Todos os pacientes foram admitidos no Hospital Correia Picanço, na Zona Norte do Recife, que é referência estadual em doenças infecto-contagiosas.

Após triagem, 75 dos 108 pacientes tiveram indicação para fazer o tratamento padrão utilizado nos casos de acidentes com materiais biológicos, a profilaxia pós-exposição (PeP), que é usada na prevenção da infecção pelo HIV. Os demais ou se recusaram a fazer o teste rápido, que é pré-requisito para o uso da medicação, ou já tinham passado da janela de 72 horas preconizadas para início do tratamento. Com isso, serão acompanhados, de forma rotineira no Hospital Correia Picanço, para monitorar possíveis infecções.

Os pacientes medicados foram liberados com orientação de retorno após 30 dias para conclusão do tratamento. A Secretaria Estadual de Saúde destaca que os índices de transmissão por meio de picadas com agulhas infectadas são considerados baixos, em média 0,3%.

 

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