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Exclusão • 18/02/2017 - 07:55 • Atualizado em: 18/02/2017 - 07:52

'O brega é minha vida e merece respeito', diz Michelle Melo

Após ritmo local ficar de fora da programação do Carnaval do Recife, cantora pediu mais respeito aos artistas locais

por Eduarda Esteves
Cantora exaltou o ritmo brega Chico Peixoto/LeiJáImagens (Cantora exaltou o ritmo brega )
Considerada a rainha do brega recifense, a cantora Michelle Melo se preparava em seu camarim para abrir a noite de shows da 13ª edição do baile de carnaval I Love Cafusú, no Clube Internacional, no Recife. Enquanto sua equipe cuidava dos detalhes de sua maquiagem, a ex-vocalista da Banda Metade afirmou que apesar do brega pernambucano estar de fora da programação do Carnaval do Recife, o ritmo é valorizado durante todo o ano. 
 
Prestes a subir no palco do Cafusú pela primeira vez, Michelle contou ao LeiaJá que o brega movimenta o mercado musical pernambucano e deve ser considerado cultura. "Fazem mais de 20 anos que nosso estado vive do brega. Em meio a essa crise, geramos empregos direta e indiretamente e a Prefeitura quer nos menosprezar", lamentou a cantora. 
 
Ela contou que a única representante do ritmo no Carnaval da capital pernambucana é a cantora Gaby Amarantos, que se apresenta no sábado (25). "Eu adoro Gaby, mas eu queria que meus colegas de profissão também tivessem espaço, já que tocamos o ano inteiro em festas privadas e representamos a nossa terra", apontou Michelle.
 
Artistas de forró eletrônico, forró estilizado, swingueira, arrocha, funk, sertanejo e pagode estilizado também não terão espaço na convocatória do Governo de Pernambuco para o Carnaval de 2017. Segundo a Fundarpe, os 30% do orçamento serão para cultura popular, 40% para representantes da música da tradição carnavalesca, 10% para as orquestras de frevo e 20% para a música popular brasileira.
 
Para Michelle, que conta com uma carreira de 23 anos, a exclusão dos ritmos da periferia é absurda e desrespeitosa não só com os artistas, mas com o público também. "A gente toca o ano todo e lota casas de shows e podíamos ter um pouco de espaço também na programação, já que ela é multicultural", concluiu.
 
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