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POLICIAMENTO • 25/02/2017 - 13:20 • Atualizado em: 25/02/2017 - 13:20

Associação dos Cabos e Soldados da PM não confirma efetivo divulgado pelo governador

por Renato Torres
Paulo Uchôa/LeiaJáImagensPaulo Uchôa/LeiaJáImagensPaulo Uchôa/LeiaJáImagensChico Peixoto/LeiaJáImagensChico Peixoto/LeiaJáImagensChico Peixoto/LeiaJáImagens

Na manhã desta quinta-feira (25), em coletiva realizada no CIODES, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, pregou tranquilidade ao público que fosse brincar no desfile do Galo da Madrugada. De acordo com o chefe do Executivo, 4 mil pessoas estão envolvidas na segurança do bloco e o policiamento é maior do que em 2016. Em contato com o LeiaJa.com, a assessoria da Associação de Cabos e Soldados da PM e BM não confirmou o número divulgado e afirmou que os oficiais seguem em operação padrão.

"Está tudo mantido, só quem está no próprio horário deve trabalhar. Ele jamais diria que está faltando polícia, porém se o número bate, é outra história. Provavelmente, o número pode ser menor do que ele informou. Vamos apurar a informação com o jurídico o número real", disse o assessor da associação, Bruno Cantarelli.

De acordo com Cantarelli, é difícil que o efetivo seja completo devido ao programa de jornada extra. Como os soldados e cabos não estão aderindo ao programa, restam poucos nos horários de festa em todo o Estado.

"Como é em outros eventos, policiamento do Galo é composto pelo programa de jornada extra (PJES) e ninguém está aderindo. E esse grupo representa 70% do efetivo, sobra apenas 30% e não é para o desfile, é para o Estado inteiro. Tem Carnaval em Bezerros, Olinda, então polícia tem porque não há greve, afinal se houvesse, eram zero oficiais nas ruas. Isso vai ficar mais claro nos índices após Carnaval, de homicídios, assaltos e outros crimes. Se subirem, é resultado da ausência de policiamento", afirmou.

O assessor conta que a marcha das esposas e familiares dos PMs, na última sexta-feira (24), não teve retorno algum do Governo. Mesmo sendo uma marcha pacífica, e entregando uma ata de reivindicações, o movimento não obteve resposta.

"Ele não está querendo sequer receber a categoria para conversar. Na última sexta-feira, as esposas dos policiais fizeram uma passeata para tentar sensibilizar e passaram a ata de reivindicações para o Coronel chefe do Palácio do Governo e não foram recebidas. Além de não responder, só surgiram portarias, multas, proibições. Ou seja, não existe o interesse do Governo no diálogo", contou Bruno.

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