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perdendo força • 27/02/2017 - 15:37 • Atualizado em: 27/02/2017 - 15:36

Maracatu lamenta falta de verba, mesmo com aumento do investimento

por Roberta Patu
Grupos recebem quase metade da verba apara manter grupo Brenda Alcântara/LeiaJáImagens (Grupos recebem quase metade da verba apara manter grupo)

Mesmo com o aumento de, aproximadamente, 10% no orçamento para o Carnaval de Nazaré da Mata - Zona da Mata de Pernambuco, integrantes do Maracatu lamentam a escassez de investimento e dizem que tradição está perdendo a força. 

Durante a manhã desta segunda-feira de Carnaval (27), as principais ruas, do município que considerado o berço do Maracatu Rural, receberam as cores e o ritmo dos grupos de brincantes que se dedicam durante todo o ano para se apresentar para os moradores, visitantes e turistas. A satisfação de fazer parte de uma tradição que ultrapassa gerações vai de encontro ao investimento oferecido.

Em entrevista ao LeiaJa.com, um dos integrantes do grupo Leão Mimoso, Marivaldo Lima relatou que só o amor à tradição dá força para continuar. De acordo com Lima, que representa o 'Reinar Amar' no Maracatu, o custo para manter o grupo que possui 120 pessoas é de, aproximadamente, R$ 16 mil, mas eles só recebem R$ 7.500 mil. 

"Para manter e conseguir colocar o Maracatu na rua, temos que nos apresentar em várias cidades e arrecadar os R$ 200 ou R$ 300, que conseguimos, para dividir entre nós. Sinceramente, acho que estamos perdendo a força! Este ano mesmo, temos menos grupos desfilando", falou descontente.  

Desfilando há dez anos, o Caboclo de Lança Antônio João do Nascimento, pertencente ao Maracatu Leão Formoso, reforçou. "Muitos estão parando de brincar, uma pela idade e outra pela falta de incentivo necessário", afirmou. 

O prefeito da cidade Nino Nascimento negou que o número de grupos tenha reduzido e endossou que o investimento este ano foi maior, contando com o aporte do setor privado. Quando questionado qual o valor recebido é a quantidade de grupos participantes, Nino respondeu de forma imprecisa. "O que posso dizer é que houve um aumento de mais ou menos 10%. Em relação às quantidade, só sei que tem mais este ano porque a procura de visitantes e turistas é grande", concluiu.

 

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