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Carnaval de São Paulo • 27/02/2017 - 15:40 • Atualizado em: 27/02/2017 - 15:51

Reedições e homenagens na noite de desfiles do grupo de acesso

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Carro Alegórico da Comissão de Frente da Estrela do Terceiro Milênio Mestre-Sala e Porta Bandeira da Leandro de Itaquera Comissão de Frente da Camisa Verde e Branco encenando a escravidão Carro Alegórico da Camisa Verde e Branco Comissão de Frente e Carro Alegórico da Leandro de Itaquera Carro da Comissão de Frente da Independente Tricolor Carro Alegórico da X-9 Paulistana A Equipe da escola Colorado do Brás fazendo os últimos retoques no Carro Alegórico

A Estrela do Terceiro Milênio foi a primeira a pisar na avenida, com um enredo sobre a história dos símbolos. Com carros alegóricos sobre o Egito Antigo e o mistério das bruxas, a escola abriu com competência os desfiles do grupo de acesso no sambódromo do Anhembi, em São Paulo.

A segunda a desfilar foi a Leandro de Itaquera. Com cores e alegorias bem alegres e fiéis ao enredo escolhido, a escola teve uma brilhante passagem pelo Sambódromo.  A escola precisou segurar seus componentes na avenida, pois a maior parte da escola já tinha passado nos 43 minutos, sendo que o mínimo é de 50 minutos. O desfile foi encerrado aos 52 minutos. 

A Camisa Verde e Branco fez uma reedição de um enredo antigo para o desfile. O trevo da Barra Funda cantou sobre a história de João Candido, com o samba-enredo “A Revolta da Chibata. Sonho, Coragem e Bravura. Minha história: João Cândido, Um Sonho de Liberdade”, de 2003.

O público vibrava quando a Camisa entrou, muitas pessoas usando camisetas da escola seguravam cartazes e cantaram a letra do samba enredo. Os carros alegóricos, menores que os do grupo especial, destacaram o Dragão do Mar e a comissão de frente foi formada por almirantes. A escola é uma das favoritas para retornar ao Grupo Especial.

A Independente Tricolor entrou com um enredo diferente na avenida, chamado “É Mentira”. A agremiação levou para o Sambódromo alguns personagens marcantes, como Pinóquio. Mestre-sala e porta-bandeira estavam caracterizados como Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau.  A escola é ligada a uma torcida organizada do São Paulo Futebol Clube, que foi prestigiar e dar  apoio à agremiação, que busca uma inédita vaga no grupo especial do carnaval paulista.

A X-9 Paulistana, que investiu em seu desfile cerca de R$ 2 milhões de reais, entrou na avenida com o enredo “Vim, vi e venci! A Saga Artística de um Semideus”, sobre o pintor Inos Corradin. A agremiação ficou sem a sua maior estrela, a rainha de bateria Gracyanne Barbosa, que foi viajar para o exterior e foi substituída por Tarine Gomes. Mesmo sem a estrela principal, a X-9 entrou na avenida e mostrou determinação e força para retornar com tudo à elite do Carnaval de São Paulo.

A Imperador do Ipiranga cantou novamente seu bairro, reeditando o enredo de 2004 ”Ipiranga, Berço Esplêndido de um Povo Heroico”.  A agremiação fez um desfile discreto e correto, terminando a passagem pelo Anhembi em 58 minutos.

A escola de samba Colorado do Brás fez um enredo diferente, usando o livro de Homero Fonseca para fazer uma grande festa na avenida. “Roliúde, um romance picaresco, aventuroso e cinematográfico" conta a história de Severino, um nordestino que é apaixonado por cinema e que conta histórias de seus filmes preferidos misturados aos elementos do agreste. Palhaços com pernas de pau estavam na comissão de frente e agradaram bastante o público, assim como o colorido das fantasias. 

Fechando os desfiles do grupo de acesso, a Pérola Negra desfilou com o enredo “Pérola Negra levanta as mangas e põe a mão na massa”, do carnavalesco Anselmo Britto. A escola da Vila Madalena, que foi rebaixada no ano passado, fez um desfile alegre e animado, colocando a mão na massa para tentar voltar ao grupo especial do Carnaval de São Paulo.

Por Sarah Abrão

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