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Entrevista • 03/02/2018 - 08:39 • Atualizado em: 03/02/2018 - 08:46

"Eu tenho orgulho do funk e de onde eu vim", diz Tati Quebra Barraco

Funkeira esteve no Recife neste fim de semana e falou sobre o papel da mulher no funk 

por Nicole Simões
Rafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagens
Em uma apresentação para lá de agitada, a cantora Tatiana dos Santos Lourenço, mais conhecida como Tati Quebra Barraco, animou o Clube Internacional na noite da última sexta-feira (2). A carioca subiu no palco do Baile do I Love Cafusú para celebrar os 15 anos da festa e trouxe no repertório seus grandes hits como Boladona, Dako É Bom e Mas Tô na Moda.  
 
Nos anos 2000, Tati elevou sua carreira cantando letras afrontosas e sobre o empoderamento feminino. Aos 38 anos, hoje ela soma bastante sucesso e vive uma nova fase de sua carreira. "Eu acredito muito no funk e no que eu faço. Acho que não tem segredo para chegar onde cheguei, mas o importante é ser humilde e ter pé no chão. O melhor de tudo é ser você", disse a cantora em entrevista ao LeiaJá.  
 
Defensora do público LGBT e das mulheres, a carioca também conversou sobre o papel feminino no funk. "Eu vim há 20 anos atrás defendendo essa bandeira de que a mulher pode fazer o que ela quiser e não deve satisfação a ninguém. Eu acho que quando a gente quer uma coisa, a gente tem que alcançar. Nós somos poderosas, só que muita gente ainda não descobriu esse poder. A gente que faz as coisas". 
 
Nascida e criada na Cidade Deus, no Rio de Janeiro, a última música lançada pela cantora foi em 2017. Ao lado da drag queen Lia Clark e em cima da laje, Tati traz mais uma vez assuntos importantes para a sociedade em sua letra.  
 
"Eu nunca vou deixar de cantar p****** por causa de uma gravadora ou alguém não quer. Não vou mudar minhas vestes por causa de coisa nenhuma e muito menos deixar de fazer funk. Eu posso cantar outros ritmos sem preconceito nenhum, mas eu tenho orgulho do funk e de onde eu vim, porque foi isso que abriu as portas para mim e para muita gente", revelou.
  
Ainda segundo a cantora, muitas pessoas não reconhecem todo o esforço e dedicação de sua carreira. "Muita gente não reconhece meu trabalho, mas a gente tem que botar no nosso coração que Deus conhece o nosso coração. Se as pessoas não retribuem, não vai acertar com a gente. Vai acertar com Deus. Eu sou verdadeira, eu sou mulher", desabafou Tati.   
 
A funkeira deixou bem claro que para ela, o homem ideal "é aquele que soma com você. Que chega para dividir as coisas com você e somar. Não é vergonha nenhuma um pai ficar em casa e mãe trabalhar".  
 
Sobre o show no Recife e participação no Baile de Debutantes do I Love Cafusú, Tati fez questão de agradecer ao público lotado que cantou junto com ela as canções. "É sempre bom estar vindo e vendo todo mundo cantando minhas músicas. Nessa hora a gente não vê sotaque. Nessa hora a gente vê o funk. Obrigada Recife, obrigada!".  

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