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Memória • 09/02/2018 - 02:08 • Atualizado em: 09/02/2018 - 10:41

Tributo a Tito Lívio em Olinda foi tomada de emoção

Noite em memória ao compositor foi marcada por muita emoção e ao som de muito ritmo pernambucano 

por Nicole Simões
Rafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensReprodução/FacebookRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensCortesia

Há pouco mais de dois meses, Olinda sentia a perda de um dos compositores mais honrosos ao frevo pernambucano. Aos 60 anos de idade, Tito Lívio deixava na história composições que fizeram grande sucesso na década de 1970, quando participou do movimento musical do Recife.  O artista, que também era poeta, teve quatro discos lançados: Feito pra tocar no rádio, Fala, Cheiro de jasmim e Galope noturno; e faleceu após um infarto fulminante no dia 23 de novembro do ano passado. Para homenagear o músico, a Prefeitura de Olinda montou um Polo em memória de Tito e organizou um tributo ao cantor. 

Durante a abertura do Carnaval de Olinda, na última quinta-feira (8), amigos, familiares e outros artistas se reuniram na Praça do Carmo para engradecer e referenciar o autor da canção Arreio de Prata, gravada por Alceu Valença. O encontro transformou o polo em uma noite de emoção e ao som de muito frevo.

"Tito era um grande amigo meu. Era um cara de um talento muito grande e que não se desdobrava ao sucesso tão fácil. Ele fazia a música que ele acreditava que era boa. Era um artista puro e essa homenagem é muito mais que merecida. Deveria ter sido feita enquanto ele ainda estava vivo, mas sempre tem o momento certo para se fazer", comenta Rogério Rangel, que esteve presente por muitos anos na carreira do homenageado. 

Para o artista Lourenço Gato, que cantou no palco da festa uma das canções de Tito, o tributo ao artista solidifica a carreira dos compositores e músicos regionais.

"A gente está carente de coisas boas e bonitas. E o trabalho dele é e sempre foi um trabalho muito bem feito. A minha relação com Tito, era uma relação muito querida. Além de ter sido amigo dele na vida, tive o privilégio de compor uma canção com ele que até hoje ainda não gravei. O prazer de estar aqui e homenagear esse músico foi uma das melhores coisas que aconteceu na minha carreira. Tito era um exemplo de pessoa. Muito carinhoso, meigo, companheiro e família. Tive muito prazer em participar e estou muito feliz", descreve.  

Quem também acompanhou a homenagem foi a filha de Lívio, Lara Lívia, de 20 anos. Em entrevista exclusiva ao LeiaJá, a filha única do artista falou sobre a emoção do evento. "Chamar essas pessoas para estarem aqui reverenciando a memória dele é uma questão de alívio nesse momento tão difícil que está sendo para a gente. Alivia muito a dor e eu vejo ainda mais a dimensão do que meu pai representou para Olinda. É muito bom ver esse evento lindo. Eu estou muito feliz e muito emocionada. Para mim foi muito gratificante ver o reconhecimento do meu pai como artista", desabafa.
 
Segundo a filha de Tito, apesar de ter pouco reconhecimento enquanto vivo, o compositor sempre teve espaço nos palcos pernambucanos. "Meu pai era muito fiel a cultura pernambucana, as raízes. O show dele fazia um passei por todos os ritmos pernambucanos. Cantava a beleza brasileira e pernambucana como ninguém. Acredito que ele nunca deixou a desejar e eu hoje saio daqui orgulhosa por saber disso", complementou.  

O último disco gravado por Tito Lívio foi Cheiro de Jasmin, em 2011. Ele também participou do filme A Luneta do Tempo, de Alceu Valença, no papel de um cordelista. 

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