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• 10/02/2018 - 10:27 • Atualizado em: 10/02/2018 - 10:45

Entre estreantes e experientes, policiais encaram multidão de foliões no Galo da Madrugada

Agentes da segurança comentam sobre como é lidar com o grande número de pessoas e garantir a segurança em meio a euforia

por Ana Tereza Moraes
Ana Tereza Moraes/LeiaJáImagens ()

Desde o Carnaval de 1978, o Galo da Madrugada arrasta multidões pelas ruas da cidade. Se antes o quantitativo de pessoas era mais tímido, hoje, 40 anos depois da sua inauguração, cresceu o suficiente para fazer com que o bloco seja considerado o maior do mundo. Para garantir a segurança dos milhões de foliões, agentes de segurança como bombeiros e policiais se mostram essenciais.

Alguns já possuem anos de experiência nas costas, e outros estão encarando o mar de gente que preenche as ruas do bairro de Santo Antônio pela primeira vez. Elaine de Jesus, de apenas 22 anos, é soldada recém aceita na polícia, e já está tendo que lidar com esse desafio de peso, porém, passando muita tranqulidade. “A expectativa é de que seja uma festa boa e de que tenha o mínimo de ocorrências possível, estou torcendo para ser uma festa boa. O grande número de pessoas assusta um pouco, mas me sinto segura com a minha equipe, não estou nervosa, espero o melhor”, diz ela.

Rafaelle Gouveia, sua colega na polícia, é um pouco mais experiente com carnavais. Em anos anteriores, no entanto, ela costumava fazer a segurança apenas de blocos do interior, e neste Sábado de Zé Pereira (10), está inaugurando seu serviço no Recife. Apesar de ser mulher, ela afirma nunca ter enfrentando maior resistência dos foliões, mas atribui isso ao trabalho longe da euforia dos centros urbanos. “Nunca tive problemas desse tipo, mas também sempre trabalhei em carnavais do interior. Lá é diferente principalmente por conta do quantitativo de pessoas. Como as cidades são menores, elas atraem menos gente de fora do que o Recife, então acaba sendo mais fácil de administrar”, conta.

Enquanto as duas encaram as multidões do Galo da Madrugada pela primeira vez, o sargento Roberto Rodrigues, de 48 anos, já acumula mais experiência na sua carreira e auxilia os ‘novatos’ na folia. Ainda sim, comenta que, por mais que haja preparo e dedicação por parte dos agentes, há sempre a tensão por estar lidando com um grande público. “Normalmente os maiores problemas que temos são com as turmas e grupos que ficam juntos e se prevalecem do anonimato e quantitativo para fazer pequenos furtos, iniciar brigas e criar confusões”, comenta. No entanto, ele afirma nunca ter tido problemas graves que não pudessem ser resolvidos.

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