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RecBeat • 03/03/2019 - 21:43 • Atualizado em: 18/03/2019 - 10:46

Representatividade no palco do RecBeat deste domingo

A DJ Kimberly Lindacelva abriu a segunda noite do festival e levantou bandeiras LGBT. A cantora Pablo Vittar também é uma das atrações de hoje

 

por Stefannia Cardoso
Hannah Carvalho/Flickr/RecBeat ()

A segunda noite do festival RecBeat, que integra a programação do Carnaval do Recife, neste domingo (3), será marcada pela representatividade. Abrindo a noite e atuando nos intervalos das demais apresentações, a DJ Kimberly Lindacelva (PE) conversou com o LeiaJá e falou sobre a necessidade de, em suas performances, levantar bandeiras e dialogar com o público assuntos atuais como política, discriminação e representatividade LGBT.

"Eu fico muito incomodada com o/a DJ só como entretenimento, a gente pode trazer conteúdo. Eu sinto necessidade e abordo as minhas questões como ser trans e preto, a função é de alertar sobre algumas questões", contou a DJ, que se identifica como trans não binária.

A emoção de estar no palco do RecBeat é uma novidade para Kimberly. "É um lugar que eu nunca imaginei estar como DJ, eu já vim como público para prestigiar o evento e é massa ocupar um lugar como esse, num festival como o RecBeat e sentir representado", disse.

A artista também contou que precisa lidar com as dificuldades em atuar com suas performances. "Aqui existe um cenário forte underground, mas não é rentável. É difícil os grandes festivais de música eletrônica chamarem a gente, no geral o nosso público não está lá. Também ser chamada e ser valorizada pelo evento, ter reconhecimento", oberva.

Kimberly Lindacelva está atuando produzindo festas e performando como DJ há dois anos. Em seu figurino, ela dá preferência a materiais recicláveis, "Eu uso muito tecido, arame... Porque é caro estar sempre produzindo modelos novos toda vez que eu for me apresentar", conta Kimberly.

 

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