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Programação • 06/02/2020 - 11:16 • Atualizado em: 07/02/2020 - 11:15

Recife e Olinda têm um Carnaval para cada tipo de folião. Qual é o seu?

Cidades-irmãs não brincam quando o assunto é Carnaval. A diversidade da programação contempla todos os gostos. Confira qual tipo de folião você é e se ligue nessas dicas

 

por Paula Brasileiro
Arquivo/LeiaJáImagens Do folião Nutella ao raiz, ninguém fica sem se divertir no Carnaval do Recife e de Olinda (Arquivo/LeiaJáImagens)

No Recife e em Olinda parece haver apenas uma regra para o Carnaval: tem que ter diversidade. Sendo assim, a festa, em ambas as cidades, costuma ter opções para todos os gostos, estilos e bolsos, atendendo aos diferentes tipos de folião. Não tem como ficar de fora com a grande quantidade de opções disponíveis nos cinco dias de folia. O LeiaJá fez um pequeno apanhado de programações que combinam com cada tipo de folião e, você, com certeza vai se encontrar para carnavalizar muito este ano. Confira e bom Carnaval. 

Iniciante

O folião iniciante é aquele que está começando a entrar na brincadeira e ainda não sabe lidar com a grandiosidade do Carnaval pernambucano. Para esse, o indicado é ir brincar nas ladeiras de Olinda no sábado de manhã -  onde, segundo a lenda, costuma estar menos lotado por conta do Galo da Madrugada que sai no Recife no mesmo dia -; e curtir os bloquinhos de rua que desfilam pelo Bairro do Recife no finzinho do dia, quando a noite vai chegando. Ele também pode assistir a um show no Marco Zero, polo principal do Carnaval recifense, que costuma reunir atrações de porte nacional e impressiona pelo fato de conseguir inserir bandas como Titãs e O Rappa em pleno contexto momesco. 

Família

Esse folião curte mesmo é se jogar na festa com a criançada. O folião que gosta de brincar com a família geralmente está levando os filhos, sobrinhos e agregados para carnavalizar, então os blocos e festas infantis são o destino certo para ele. Opções como o Balmasquezinho, Recbitinho, Ceroulinha, Eu acho é Pouquinho, Pinto da Madrugada e o Calunguinha - que são versões infantis de tradicionais bailes e blocos carnavalescos - são certeiras para animar a família inteira. 

Turista

Os turistas costumam se encantar pelo Carnaval mais tradicional e procuram estar onde e com quem de fato faz a festa acontecer. Esse folião quer voltar para casa cheio da cultura local, e para isso, vai atrás das apresentações de agremiações dos mais diferentes tipos, como maracatu de baque virado, maracatu de baque solto, bloco de frevo, escola de samba, caboclinhos e bois, entre outros. Para ele, o indicado é conferir os desfiles do concurso oficial de Carnaval, promovido pela Prefeitura do Recife. Ao todo, são 11 modalidades que desfilam todo seu colorido e tradição, entre o sábado e a terça de Carnaval, em dois polos: na Avenida Nossa Senhora do Carmo (centro) e na Avenida do Forte (Zona Oeste). Além disso, esse folião não pode deixar de participar do Encontro de Afoxés e da Noite dos Tambores Silenciosos, ambos realizados no Pátio do Terço. Também vale a pena dar uma passadinha no Tumaraca, evento que acontece na quinta que antecede a abertura oficial da festa no Recife; e no encontro de Maracatu Rural, na Casa da Rabeca, em Olinda, na segunda de Carnaval. 

Raiz

O folião raiz gosta mesmo é de vivenciar o Carnaval de rua, aquele mais intenso, debaixo do sol e com história para contar. Esse vai para os mais tradicionais blocos de Olinda, como Pitombeira dos Quatro Cantos, Ceroula, John Travolta, Bloco da Lama, Enquanto Isso na Sala da Justiça e Elefante; sem deixar de acompanhar a saída do Homem da Meia-Noite; passando pelo encontro de Bonecos Gigantes e, claro, encerrando a folia - muito a contragosto, no Munguzá de Zuza e Thaís, na Quarta de Cinzas pela manhã, e no Encontro de Boizinhos, promovido por Dona Dá, no mesmo dia à tarde. 

Nutella

Já o folião Nutella não quer exatamente brincar o Carnaval, mas sim viver uma experiência. Ele vai para um camarote onde pode ser um pouquinho turista e raiz ao mesmo tempo, sem correr o risco de estragar a fantasia no ‘ruge-ruge’ das ladeiras nem de derreter a make no ‘calorão’ da rua. Fazendo day-use em alguma casa-camarote de Olinda, ou nas festas privadas que margeiam a Cidade Alta, esse folião encontra tudo que mais lhe apetece em um só lugar. Shows com suas bandas preferidas, open bar e open food, espaços climatizados, serviços de maquiagem e customização de abadá e, de quebra, desfiles de agremiações de frevo e maracatu entre uma atração e outra, que é para não perder a essência da festa.

Alternativo

O folião alternativo, muitas vezes, ainda não decidiu se gosta ou não de Carnaval, mas ele também não quer perder a farra e, até para esse tipo, existe uma programação diferenciada. O festival Rec- Beat, no Bairro do Recife, garante  shows de artistas independentes e novos da cena musical nacional e internacional, do rock, indie e até eletrônico. Já no Pátio de São Pedro, as atrações também costumam ser um tanto diferenciadas e é possível encontrar shows bem interessantes por lá. Em Olinda, o Camarote do Reggae, no bairro do Guadalupe, garante um Carnaval ‘roots’ para quem curte o ritmo - eles também têm um bloco que ganha as ladeiras na Quarta de Cinzas. E para quem gosta de rap, o Polo Hip Hop, no Cais da Alfândega, promove atrações de rap na semana pré. 

Fotos: Arquivo/LeiaJáImagens

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