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Protesto • 18/02/2020 - 12:08 • Atualizado em: 18/02/2020 - 12:56

Policiais civis ameaçam parar atividades durante o Carnaval

Categoria denuncia péssimas condições de trabalho e espera que Governo do Estado tome providências para garantir a festa

 

por Katarina Bandeira
Pedro Oliveira/LeiaJáImagensPedro Oliveira/LeiaJáImagensPedro Oliveira/LeiaJáImagensPedro Oliveira/LeiaJáImagensPedro Oliveira/LeiaJáImagens Arthur Souza/LeiaJáImagensArthur Souza/LeiaJáImagensArthur Souza/LeiaJáImagensArthur Souza/LeiaJáImagensArthur Souza/LeiaJáImagensArthur Souza/LeiaJáImagensArthur Souza/LeiaJáImagensArthur Souza/LeiaJáImagensArthur Souza/LeiaJáImagensArthur Souza/LeiaJáImagens

Policiais civis seguem em marcha até o Palácio do Campo das Princesas, centro do Recife, nesta terça-feira (18), para pedir ao Governador Paulo Câmara melhorias nas condições de trabalho da categoria. Alegando um aumento de 33% na carga horária, delegacias sem água potável e jornadas de trabalho excessivas, além do não pagamento de horas extra, os oficiais ameaçam parar as atividades durante o Carnaval, caso não sejam atendidos.

De acordo com Áureo Cisneiros, presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), o pedido de reestruturação do plano de carreira já estaria com o Governador desde 2019 e, mesmo assim, não houve avanços nas negociações. “Tem delegacia que é insuportável, colchão mofado, não tem alojamento feminino. Água em delegacia é um absurdo, o governo não fornece e os policiais estão fazendo cotinha para comprar água, material de limpeza, essas coisas. A gente está em uma situação muito ruim, um dos piores salários do Brasil e péssimas condições de trabalho”, afirma.

Com camisas pretas e uma faixa em que se pode ler “Quem está reduzindo a violência merece ser valorizado”, os policiais caminham pelo centro do Recife em direção a “casa” do Governador, no bairro de Santo Antônio. “A gente espera que, agora, ele abra o diálogo, porque senão a polícia vai parar no Carnaval. Para a segurança pública. A gente não quer causar isso aí, a gente quer trabalhar no Carnaval, mas do jeito que está não dá. Fomos convocados, mas eles não querem pagar a hora extra”, explica Áureo.

"Governador, vai pegar mal, se a polícia parar no Carnaval"

Ao som de palavras de ordem e entoando trechos de alerta ao governador Paulo Câmara, centenas de policiais seguem alertando a população, no centro do Recife, para as consequências de uma possível greve. Quem também está apoiando a manifestação dos agentes de segurança é o Deputado Estadual Joel da Harpa, que afirma esperar que o Governo do Estado consiga chegar a um acordo com a categoria.

“O que a gente tem conversado com o pessoal do Sinpol e isso já vem de algum tempo é fechar as portas para uma possível negociação. Eu acho que toda categoria que tem suas representações não podem deixar de ser ouvida. Num momento como esse se acaba forçando a barra e a sociedade sofre com isso, mas muitas vezes é o que precisa acontecer para que haja um alerta maior”, assevera o deputado.

Ele acredita que, com o alerta da Polícia Civil, o governador escutará as reivindicações. “Eu quero acreditar que não será deliberada a greve, mas estou aqui para apoiar a greve dos companheiros. Entendendo também o lado da sociedade, mas acredito piamente que o governo vai abrir um canal de diálogo para que se chegue a um denominador”, comenta.

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