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Sapucaí • 25/02/2020 - 13:00 • Atualizado em: 25/02/2020 - 13:15

Política e humor ácido de Marcelo Adnet no segundo dia do desfile no Rio de Janeiro

A São Clemente foi quem abriu o desfile nesta segunda-feira, com crítica irreverente de "golpes e trambiques" do Brasil

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Dhavid Normando/Riotur Adnet roubou a cena (Dhavid Normando/Riotur)

Em uma noite de desfiles equilibrada, Beija-Flor, Mocidade e Vila Isabel foram os destaques do Grupo Especial, que também contou com bons desfiles de Salgueiro, São Clemente e Unidos da Tijuca.

A segunda noite do desfile do Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro foi marcada por equilíbrio entre as Escolas de Samba que, assim como na noite de domingo, abordaram temas sociais e políticos relevantes.

A Unidos de Vila Isabel decidiu homenagear Brasília, que comemora seus 60 anos. A escola azul e branca usou uma lenda indígena para narrar as histórias da cidade de do país.

A escola busca seu quarto título e fez várias menções aos povos indígenas e aos trabalhadores que construíram Brasília, bem como prestou honras ao Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, arquitetos da nova capital.

A Beija-Flor também empolgou o público ao cantar sobre as grandes jornadas da humanidade e festejar ruas famosas do mundo, como Champs-Elysées, Broadway, Abbey Road.

A Marquês de Sapucaí também recebeu uma grande homenagem, sendo representada no último carro alegórico da agremiação. As mais célebres e importantes viagens foram representadas em alegorias. Esse foi o caso do abre-alas, que narrou as peripécias do homem durante a Era Glacial e levou para avenida um grande beija-flor de gelo.

O Salgueiro resolveu caprichar no aspecto circense na Sapucaí e celebrou a vida e obra de Benjamin de Oliveira, o primeiro palhaço negro do Brasil, que completaria 150 anos em 2020.

A escola homenageou os palhaços e saudou a resistência da cultura negra, bem como a sua importância para a cultura do país como um todo.

A Unidos da Tijuca levou para avenida a história da arquitetura e do urbanismo. E escola também propôs aos expectadores um exercício de imaginar um Rio melhor no futuro. O carnavalesco Paulo Barros voltou à liderar a Tijuca este ano, após ser campeão como a escola em 2010, 2012 e 2014.

O desfile também foi marcado pela estréia da cantora Lexa como rainha de bateria no Grupo Especial. Ela tropeçou e levou um tombo momentos antes do recuo da bateria em função do piso molhado pela chuva.

A São Clemente foi quem abriu o desfile nesta segunda-feira, com crítica irreverente de "golpes e trambiques" do Brasil.

O samba contou com coautoria do humorista Marcelo Adnet, que desfilou vestido com terno azul brilhante e gravata verde-amarela. O ator zombou de Bolsonaro fazendo flexões e gestos como se estivesse disparando uma arma, imitando o presidente. O seu carro alegórico levou faixas com as frases "tá ok?", "a culpa é do Leonardo di Caprio" e "acabou a mamata".

Essa foi a quarta noite de desfiles na Sapucaí em 2020, que também recebeu as escolas da Série A na sexta-feira (21) e no sábado (22). 

A campeã do Grupo Especial será anunciada na próxima quarta-feira (26).

Da Sputnik Brasil

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