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Saúde • 26/02/2020 - 19:06 • Atualizado em: 26/02/2020 - 19:08

142 pessoas alegam terem sido furadas por agulhas durante o Carnaval de Pernambuco

111 pacientes realizaram a profilaxia pós-exposição (PeP) para prevenir a infecção pelo HIV e outras infecções

por Jameson Ramos
Pixabay Situação é preocupante (Pixabay)

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) informa que, por meio do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância à Saúde (Cievs), notificou, entre os dias 15 e 25 de fevereiro, 142 casos de pessoas (81 do sexo feminino e 61 masculino) que alegaram terem sido furadas por agulhas durante as festas de Carnaval do Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Igarassu e Orobó. Após triagem no Hospital Correia Picanço, referência estadual em doenças infecto-contagiosas, 111 pacientes realizaram a profilaxia pós-exposição (PeP) para prevenir a infecção pelo HIV e outras infecções.

Os demais, ou se recusaram a fazer o teste rápido (pré-requisito para o uso da medicação), e, consequentemente, o tratamento, ou já tinham passado da janela de 72 horas preconizadas para início da medicação. Todos foram liberados após avaliação médica, com a orientação de retorno após 30 dias para conclusão do tratamento. 

Os pacientes também foram orientados a realizarem o monitoramento permanente de possíveis infecções no próprio Hospital Correia Picanço ou nos Serviços de Atenção Especializada (SAE), espalhados por vários municípios do Estado. É importante ressaltar que os índices de transmissão por meio de picadas com agulhas infectadas são considerados baixos, em média apenas 0,3%. Todos os pacientes também receberam a indicação de procurarem os órgãos policiais para investigação das ocorrências. 

Não é a primeira vez

Em 2019, cerca de 300 pessoas deram entrada no Hospital Correia Picanço alegando terem sido furadas por seringas durante os festejos de Momo. Não houve casos positivos relacionados a este evento.

*Da assessoria
 

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